Jo 1,39

"Vinde e vede"."

Mc 16,15

"Ide pelo mundo e pregai a Boa Nova a toda criatura...."."

Comboni

"Se eu tivesse mil vidas, as daria todas para a missão..."."

Comboni

"O primeiro amor da minha juventude foi para a África"

Papa Francisco

"A Alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus"

MISSÃO É VIDA



MIGRANTES E DIREITO A CIDADANIA


 Cécile Kyenge Kishatu é originária da República Democrática do Congo e vive na Itália há 30 anos. É oftalmologista e política. A primeira mulher negra na história da Itália a assumir o papel de ministra da Integração. Ela é símbolo da diversidade, da riqueza cultural e política para a sua nova nação.
O Plano de São Daniel Comboni, em 1864, visava a formação da mulher como protagonista do seu povo. Comboni dizia: “Às jovens negras se dê uma formação para que sejam catequistas, professoras ... (cf. Plano 1864, nº 2774) . Ele intuiu que a mulher africana deve ser sujeito e não objeto.
O sonho de Comboni e da família comboniana se torna realidade cada vez que uma pessoa assume em primeira pessoa o seu papel de agente de transformação na sociedade. Comboni disse: “Eu morro, mas a minha obra não morrerá”.
Cécile é um exemplo de que a obra e o ideal de Comboni estão bem vivos. Como protagonista no mundo político ela luta pela dignidade e cidadania de todos os migrantes, sobretudo aqueles que não têm vez nem voz, para que possam entrar no mercado de trabalho e serem reconhecidos como cidadãos.

Com Miriam, a irmã de Moisés, queremos cantar a grandeza de Deus (cf. Ex 15,20-21), mas não cantamos quando temos medo, quando estamos desesperadas ou adormecidas. Nós cantamos quando esperamos tempos melhores, quando celebramos um evento. “Cantai ao Senhor, porque Ele triunfou”. Com o coração dançando de alegria, cantemos ao Deus da vida que caminha com o seu povo, de Cécile que luta para que os migrantes possam ter vida, vida digna e direito de cidadania.


Por Ir. Nilma do Carmo de Jesus
Missionária Comboniana


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ESPAÇO JOVEM

ECOS DA JMJ E DA VISITA DO PAPA FRANCISCO

 Eis o que ficou da JMJ e da visita do nosso querido papa Francisco:
  • um forte dinamismo missionário;
  • um apelo à simplicidade, transparência, disponibilidade e humildade;
  • um chamado a proximidade do povo, em particular, os mais pobres e sofridos;
  • um compromisso em anunciar e testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo;
  • um testemunho que contagia a multidão por parte do papa Francisco;
  • um papa acessível, muito humano, um homem de Deus;
  • uma alegria imensurável de pertencer à Igreja de Jesus Cristo.

Próxima JMJ em Cracóvia - Polonia em 2016 
 
"Ide e fazei discípulos em todas as nações!!!"

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2ª Parte: Testemunho de Ir. Silvia Flores

Missão em Sul do Sudão



Sul do Sudão é o outro país onde vivi/trabalhei. Neste país também havia guerra porque o Sul do país, que era muito pobre, queria ser independente do Norte do país, e lutou durante 22 anos para conseguir a sua independência. Nesse tempo a situação do país ficou ainda mais difícil e muitos sudaneses buscaram refugio em países vizinhos ou pelo interior do país, longe dos centros urbanos. Eu também vivi alguns meses no campo dos refugiados em Uganda.
Os refugiados tendo nós no meio deles tomam coragem de voltar ao seu país de origem: juntos começamos a construir a missão que oferecia posto de saúde, educação, formação de catequistas, jovens e mulheres. Lembro uma experiência de oficina sobre conhecimento pessoal:uma senhora chorando dizia que não tinha nenhum dom; no final da Oficina, sorridente e feliz disse que tinha identificado muitos dons pessoais em si mesma!
Interessante o estudo da Palavra de Deus com os jovens ligado a sua realidade. Juntos organizamos micro-projetos para auto-sustentação. Já que não havia possibilidade de encontrar trabalho no mercado, decidiram cultivar verduras e vendê-las na aldeia/povoado.
Queridos jovens, espero que este meu testemunho sirva para voces ouvirem a voz se Deus. O que você faz da sua vida?
Dar a vida para os outros, para os mais pobres e abandonados, nos enriquece e nos faz felizes! As vezes vivemos sem entrar no fundo de nós mesmos para entender que é o chamado de Deus. Muitas vezes gastamos o tempo em coisas que não enriquecem o nosso ser cristão.
As vezes ficamos fechados em nós mesmos sem enxergar as necessidades dos outros.
Peço ao Senhor que isto não acontece com vocês porque a humanidade precisa de vocês, de suas vidas e de seus ideais de fraternidade e de seu serviço gratuito e generoso para o Reino de Deus.
Se ouvires o chamado de Deus à missão, digam sim e vocês sentirão valorizados como me sinto eu depois de trinta anos de vida missionária.
Os dezesseis anos  que passei  na África, foram marcados por situações de guerra, apesar disso aprendi muito com aqueles povos.

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ESPAÇO JOVEM



JMJ EM SANTO ANTONIO DO MATUPI - AM
Ir. Chiara Dusi
 
Enquanto milhões de jovens católicos do mundo inteiro estão chegando nestes dias, no Rio de Janeiro, para a tanto esperada JMJ, também os jovens da Paróquia Santa Luzia quiseram responder ao convite e ao envio de Jesus, tal como toca o hino da jornada “Cristo nos convida, venham, meus amigos...Cristo nos envia...sejam missionários!” Então... convidados a se reunir, antes de tudo, entre jovens de 3 diferentes comunidades, Cristo Redentor, Maravilha, Santa Luzia, para um dia inteiro de convivência, formação, e missão!
O nosso encontro começou com a participação à santa missa na comunidade Santa Luzia e continuou com 4 oficinas cujos temas foram: relações humanas entre desejo de ternura e instinto de agressividade, leitura orante da palavra de Deus, testemunho de um casal católico engajado na comunidade cristã e responsabilidade pessoal para a transformação social.
Após um gostoso almoço e divertidas dinâmicas e brincadeiras nos preparamos para uma pequena missão na vila: construímos e pintamos pequenas cruzes e em grupinhos de duas ou três pessoas visitamos as famílias deixando de presente a oração da JMJ e a cruz, convidando para a oração da noite que encerrou o nosso encontro. 
Significativo foi o rito da luz com o qual começamos a nossa vigília e o evangelho escolhido- Lc 7, 1-11, a viúva de Naim. Os jovens acolheram o convite de Jesus a se levantar, ficar de pé, para fazer brilhar neles e difundir com generosidade ao seu redor a Vida plena que Ele oferece a quantos procuram de coração sincero.
Agradecemos a Deus por nos ter dado esta oportunidade de formação, partilha e oração, e pedimos a Ele a força e a bênção para poder chegar àqueles jovens mais afastados, e fazer acontecer o milagre da partilha: compartilhar com outros a alegria de ser jovens discípulos missionários para poder multiplicar aquela mesma alegria!



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1ª Parte: Testemunho de Ir. Silvia Flores



UMA VIDA PARTILHADA


Sou Ir. Silvia Flores Alvarado, mexicana, missionária comboniana há 30 anos. Brevemente posso dizer que estou no meu lugar, lugar que me faz feliz e me enche de paz e alegria! Depois da primeira profissão fui enviada a Londres para aprender o inglês e fazer um curso sobre as doenças tropicais para me preparar no campo da enfermagem. Lá aprendi que a vocação  te faz entrar em relação com outras culturas, línguas, costumes e te pede respeito e aceitação do diverso/diferente.
Terminada esta preparação, fui enviada para Uganda, país africano que estava em guerra. Para mim, não foi fácil entrar numa realidade de tanto sofrimento, morte e destruição, mas consegui ficar lá por dez anos, convencida de que Deus tinha me chamado para partilhar com aquele povo a minha fé e vida.Trabalhei por cinco anos em Angal, na pediatria do hospital da missão, atendendo crianças desnutridas e com várias doenças, tais como: malária, meningite, problemas  gastrointestinais e também,curando crianças feridas pela guerra. Quanta pena me causou ver as crianças sofrerem pela guerra injusta dos adultos. Nunca entendi porque o mal tem que atingir os mais indefesos e inocentes!
No entanto, a missão não era só sofrimento e pranto. O povo era capaz de criar seu espaço para celebrar a vida e a comunhão: organizava danças tradicionais e festas familiares. Foi bonito junto com a minha comunidade de irmãs combonianas, compartilhar estes momentos de fraternidade! Este povo “Alur” me ensinou a enfrentar as dificuldades com esperança e um sorriso nos lábios. Em Angal, uma vez por semana me reunia com os/as jovens para refletir sobre um tema e para rezar! Aos domingos visitava as capelas para celebrar a Palavra com o povo e para dar a comunhão. Depois da oração era convidada pelo povo a comer suas comidas típicas. Com as enfermeiras, tive um relacionamento de amizade e respeito. Uma vez por semana nos reuníamos para um encontro de formação, à luz as Palavra de Deus para refletir sobre o nosso “ser mulher”, sobre a cultura africana e  o desenvolvimento da pessoa humana.
Depois de cinco anos de trabalho em Angal, fui enviada a cidade Kampala, para um serviço de orientação vocacional com os/as jovens. Visitava as escolas, onde apresentava a vocação missionária comboniana. Deus abençoou este serviço pois dez jovens decidiram viver o carisma comboniano! Apesar da insegurança vivida no Norte da Uganda, Deus sempre me/nos protegeu.


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Ir. Geny Maria da Silva

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