Jo 1,39

"Vinde e vede"."

Mc 16,15

"Ide pelo mundo e pregai a Boa Nova a toda criatura...."."

Comboni

"Se eu tivesse mil vidas, as daria todas para a missão..."."

Comboni

"O primeiro amor da minha juventude foi para a África"

Papa Francisco

"A Alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus"

10 anos da Rede um Grito pela Vida

Em 30 de março de 2007, um grupo de 28 religiosas provenientes de todas as regiões do nosso imenso Brasil, plantava a primeira semente de luta e compromisso no enfrentamento ao tráfico de pessoas: nascia a Rede um Grito pela Vida. 
Hoje em dia a Rede conta com cerca de 300 pessoas, entre religios@s e leigos comprometidos em 26 núcleos espalhados em todo o território nacional.
“Celebrar 10 anos de compromisso no enfrentamento ao tráfico de pessoas, como Rede é um tempo de graça, reconhecimento, memória e reafirmação do compromisso com dignidade e vida das pessoas exploradas e traficadas em nosso país” – declarou em entrevista a Rede Aparecida, ir Eurides Alves de Oliveira, coordenadora nacional da Rede.
O trabalho de informação, sensibilização, sobretudo junto às juventudes e as populações mais vulneráveis é desde a fundação da Rede um Grito pela Vida a principal estratégia de ação. Dar visibilidade a um crime que silenciosamente continua ceifando muitas vítimas, nas suas diversas modalidades (exploração sexual – adoção ilegal – servidão domestica –tráfico de órgãos- atividades ilícitas), é tarefa e preocupação de cada integrante da rede, espalhada do Norte ao Sul deste País. 45,8 milhões de pessoas em todo o mundo estão sujeitas a alguma forma de escravidão moderna, e além do mais estima-se que 700 mil mulheres brasileiras passam todos os anos pelas fronteiras internacionais do tráfico humano.
Preocupa-nos a facilidade com que hoje em dia acontece o aliciamento por meio das redes sociais, o que podemos tocar com mão cada vez que como núcleo de Porto Velho (RO) organizamos dias de formação nas escolas de ensino fundamental e médio e abrimos o diálogo com os alunos sobre este assunto. Por isso, não podemos parar!
De fato, fazer memória, hoje, dos 10 anos da Rede um Grito pela Vida, é também: “tempo de avaliar e projetar a continuidade da luta com maior determinação e empenho”, afirma ir Eurides Alves de Oliveira. Mãos à obra, então! Junt@s contra o tráfico de pessoas!
 ir Chiara Dusi


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São José é sempre Jovem: devoção de São José na experiência de Comboni

Hoje, 20 de março, celebramos com toda a Igreja a festa de são José: inúmeras capelas espalhadas no mundo todo, muitas congregações religiosas, assim como também confrarias/associações de leigos têm são José como padroeiro, sublinhando alguns aspectos específicos da vida dele, e inspirando-se nele para viver uma fé profunda e concreta, na humildade, na confiança em Deus, no trabalho, no silêncio, na defesa da vida.
Olhando para o nosso carisma comboniano, também encontramos presente a devoção ao pai putativo de Jesus, porém sem muitas especificações: sabemos que se origina de um amor especial que Comboni tinha para ele, definindo-o o ecônomo da missão, aquele que era invocado especialmente nas piores situações financeiras, e que muitas vezes, com prontidão inaudita, tinha-o tirado de muitos apuros.
Chama atenção, nos escritos de Comboni, o jeito com o qual ele se dirige e dialoga com o santo, como com um amigo de longa data com o qual não se precisa de dar muitas voltas. Alguns escritos tornam-se quase cômicos, neste sentido: “Chamei-a à ordem o meu ecônomo são Jose´, ameaçando dirigir-me à sua mulher, se ele não fizer caso; exigi-lhe que no prazo de um ano equilibre meu orçamento, [...] caso contrário vou ter com a sua mulher, mas já chega.” (EE 5224)
Outro elemento interessante na espiritualidade vivida por Comboni é que a devoção de são José não é simplesmente expressão de uma religiosidade popular um tanto fragmentada nas suas diferentes manifestações, ao contrário encontra-se inserida e diria perfeitamente encaixada na vivência de absoluta confiança, entrega e comunhãode São Daniel com o próprio Jesus e Maria:
“Eu permaneço no meu posto até a morte, porque confio nos sagrados corações de Jesus e Maria e em são José e porque a obra é de Deus. Esta obra, nascida aos pés do calvário, avançará através de todas as dificuldades para chegar a sua realização. (EE 5329)
No coração de Comboni habita a certeza de que ele não está sozinho, e por isso vive e aprofunda continuamente a comunhão com Deus e com a Sagrada Família: Jesus, Maria, José, não são entidades abstratas para Comboni, ou personagens relegadas no passado, mas verdadeiros amigos, companheiros de viagem, presenças reais, concretas, que abençoam a missão e cada missionári@, iluminando, protegendo, intercedendo.
“São José é sempre jovem, tem sempre bom coração e intenção reta e ama sempre o seu Jesus e os interesses da sua gloria. E a conversão da África central representa um interesse grande e permanente para a gloria de Jesus.” (EE 5197)

A Comboni pedimos, neste dia, a graça de interceder por nós, para poder crescer sempre mais nesta busca da comunhão com Deus e com os santos seus amigos, para amar e nos entregar à missão com ardor sempre crescentea cada dia, como se fosse o último. 
Ir. Chiara Dusi, missionária Comboniana

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Padre Ezequiel Ramin: memória e compromisso

No dia 4 de março de 2017, às 19.30, na paróquia Sagrada Família de Cacoal, Rondônia, celebramos o encerramento do inquérito diocesano para o reconhecimento do martírio do padre Ezequiel Ramin, missionário comboniano, assassinado na fazenda Catuva no dia 24 de julho de 1985.

Com maciça presença do povo de Cacoal, e uma significativa representação da Rondolândia, além de outros municípios da diocese de Ji Paraná e de Porto Velho, foi solenemente concluída a etapa brasileira do processo que entende demonstrar como o jovem padre foi morto “in odium fidei”, por ódio à fé, assumindo até as últimas consequências o seguimento de Cristo.
Junto com o pão e o vinho, levamos ao altar,no momento do ofertório, as doze caixas que contêm os documentos do Processo que, como destacou o postulador geral dos missionários Combonianos, padre Arnaldo Baritussio, não são “simples papeis, mas a vida verdadeira de um pastor com a sua comunidade, história de grandes sofrimentos e também de grandes ideais: uma terra para todos e uma comunidade solidária.”
Padre Ezequiel continua vivo na memória do povo, mesmo tendo trabalhado em Cacoal apenas um ano e um mês, de junho de 1984 a julho de 1985. A fama de martírio, que fez recolher em ocasião dos 30 anos da morte do padre mais de 10.000 assinaturas em favor da abertura do processo, é um sinal de que padre Ezequiel foi e continua sendo uma luminosa testemunha de Cristo.
Fazendo uma releitura da vida e da morte de padre Ezequiel, padre Arnaldo sublinhou que “Sua imolação foi uma decorrência natural de sua Vida Religiosa Consagrada missionária e de sua leitura profunda do Evangelho, do amor a Cristo, à Igreja e aos irmãos mais injustiçados.”
A figura de padre Ezequiel está presente entre os mártires da caminhada do santuário de Ribeirão Cascalheira (MT), onde se pode ler “não merece de sobreviver uma Igreja que não tenha memória viva dos seus mártires”. A memória de padre Ezequiel, portanto, assim como de todos aqueles que tombaram para seguir a Cristo e colaborar na construção do seu Reino, é dom e compromisso, não simples saudade. Sua vida e a morte nos questiona continuamente e deve provocar-nos sobre o nosso real comprometimento com Cristo e o Evangelho.
Continuamos a acompanhar com a oração o trabalho da postulação, que agora apresenta e submete aos historiadores e teólogos do Vaticano, e sucessivamente ao parecer dos bispos, cardeais e do papa Francisco toda a documentação, a fim de poder declarar mártir, portanto bem-aventurado, Padre Ezequiel Ramin.

“Amigo de Deus e nosso
Companheiro de viagem do Eterno e dos pobres
Inquieto e alegre irmão,
Ezequiel!
Sinal de contradição
Faísca de compaixão e de indignação ética.
Profeta do Altíssimo
Ouvido e voz dos pequenos
A tua memória é dom e compromisso!
Olhamos para ti
E nos convidas sempre a ir além
Além de ti, além das cercas de morte
Em busca do Reino da Vida.
Obrigada, Ezequiel!
Não te canses
De trilhar conosco os caminhos da missão.”
 Ir Chiara Dusi





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Tchau ir. Rosa

Um ano depois, o povo de Santo Antônio do Matupi ainda chora a morte da irmã Rosa, e ao mesmo tempo agradece a Deus por ter tido a possibilidade de partilhar estes últimos anos com ela. Ela que tinha um grande amor pela natureza, amava cuidar das plantas, cultivar uma boa horta, e extrair da natureza os remédios para cuidar dos doentes numa terra difícil que não tem muitos recursos no âmbito da saúde.
No dia 1 de março, dia do aniversario da partida para junto do Pai, lembramos da irmã Rosa, na celebração de quarta feira de cinza, mostrando umas fotos e uma síntese do que foi a sua vida, dedicada ao povo e á missão amazônica através da Espiritualidade Comboniana.
Apaixonada pelo Reino, gigante na atenção às necessidades dos mais pobres e na simplicidade, sinceridade, corajosa, exemplo de fidelidade… são algumas das características que marcaram a vida desta grande mulher Consagrada, Missionária Comboniana.
 É isso mesmo que o povo continua lembrando quando se fala da irmã Rosa e por isso, para nunca mais esquecer a sua atenção pelos mais pobres e necessitados, a qualquer hora, em qualquer dia,foi-lhe dedicado o centro catequético: hoje passou a se chamar centro de catequese Ir. Rosa Rita Guzzo.
O amor à Igreja e ao Povo da Amazônia sustentou sua fé nos seus últimos dias. Morreu alimentada pela esperança de voltar a Santo Antônio do Matupi.  O Pai fez a Rosa florescer no jardim do Céu. Tchau ir. Rosa estará sempre nos nossos corações!
Ir Giusy Luppo, Missionária Comboniana





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Campanha da Fraternidade 2017

Com o tema "Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida", a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abre oficialmente, na Quarta-feira de Cinzas, dia primeiro de março, a Campanha da Fraternidade 2017 (CF 2017). O lançamento será na sede da entidade, em Brasília (DF), e será transmitido ao vivo pelas emissoras de TV de inspiração católica, a partir das 10h45.
A campanha, que tem como lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15), alerta para o cuidado da Casa Comum, de modo especial dos biomas brasileiros. Segundo o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, a proposta é dar ênfase à diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, especialmente à luz do Evangelho. Para ele, a depredação dos biomas é a manifestação da crise ecológica que pede uma profunda conversão interior. “Ao meditarmos e rezarmos os biomas e as pessoas que neles vivem, sejamos conduzidos à vida nova”, afirma.
Ainda de acordo com o bispo, a CF deseja, antes de tudo, levar à admiração, para que todo o cristão seja um cultivador e guardador da obra criada. "Tocados pela magnanimidade e bondade dos biomas, seremos conduzidos à conversão, isto é, cultivar e a guardar”, salienta.
A cerimônia de lançamento contará com as presenças do arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha, do secretário geral da Conferência, dom Leonardo Steiner, e do secretário de articulação institucional e cidadania do Ministério do Meio Ambiente, Edson Duarte.
(www.cnbb.org.br)

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“GRANDE MISSÃO”

Após um período de formação, 14 missionários se prepararam para a realização da Grande Missão. Eles foram enviados dois a dois para visitar as famílias da Localidade Maravilha, território da Paróquia Santa Luzia em Santo Antônio do Matupi (AM).  
A Grande Missão aconteceu nos dias 13 e 27 de novembro 2016, na comunidade Cristo redentor, Maravilha (AM).
As ruas foram divididas segundo a quantidade dos sete grupos formados pelos missionários, dois destes grupos contaram com a colaboração e participação nas visitas das Irmãs Missionárias Combonianas.
Durante as visitas, após um momento de oração os “missionários” utilizaram um questionário para conhecer a realidade das Linhas e do Centro de Maravilha, através das histórias e realidades de cada família visitada.
Apesar do medo que cada um expressou durante a formação, de não ser capaz de transmitir o objetivo desse evento, eles estavam felizes e agradecidos por ter dado certo.
Mas o que vamos fazer depois desses dois momentos da Grande Missão?
Após esses dois momentos de visitas, concluídos com celebrações com o povo a quem visitaram e os convidados, recolhemos os questionários para um estudo mais aprofundado, a fim de melhor conhecer a realidade e ver como realizar projetos comunitários mais concretos.
Os participantes e as pessoas visitadas gostaram muito da iniciativa e pediram que continuassem a experiência como grupos de discípulos missionários para receberem a visita mais vezes.
O bom da grande missão foi que o desejo se tornou realidade, ou seja, a formação desse grupo que quer com entusiasmo continuar o trabalho de evangelização através do exemplo, da acolhida, da ajuda e do serviço. E também criar uma coordenação estável na comunidade para que o grupo possa seguir em frente e ao mesmo tempo se preocupar do bem-estar econômico, social e espiritual da comunidade.

O Grupo já acompanhou uma família que perdeu um dos seus entes queridos assassinado. E ao visitar uma família carente, desabrigada, sentiu o desejo de ajudá-la na construção de uma casa. Parabéns missionários! Vamos em frente!


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Crianças que ajudam Crianças

Este é o lema da Infância e Adolescência Missionária. Em Santa Rosa de Lima da linha Matupiri, Paróquia Santa Luzia-AM encontrei um grupo de meninos e meninas, que desejava conhecer e trabalhar na missão de Deus, para construir um mundo melhor aqui e agora. Animados com a proposta da IAM,  começaram a participar dos encontros, quando a Irmã ia visitá-los. Aprenderam hino, saudação, história e padroeiros. Faltava ainda algo, o compromisso missionário: rezar uma Ave Maria diariamente e contribuir com um dinheirinho. Dei-lhes a responsabilidade de levarem o cofrinho para as celebrações a fim de colocarem um dinheirinho do próprio bolso.
Por motivo de saúde, passei um tempo em Vitória(ES). Durante minha ausência, uma mãe assumiu a animação do grupo. No fim do mês de maio, as crianças fizeram a coroação de  Nossa Senhora e, na ocasião, abriram o cofrinho e ligaram para mim pedindo sugestões de como usar o dinheiro. Como o grupo ainda não fazia parte oficialmente da IAM, e tendo acontecido o terremoto no  Equador,  eu lhes sugeri que enviassem o dinheiro para nossa comunidade no Equador, responsável por um projeto de reabertura da escola e da criação de bolsas de estudo. O dinheiro não era muito, apenas 58 reais, mas foi fruto de sacrifício de cada um, de coração missionário. Parabéns meninada!!!!...
As crianças equatorianas ficaram muito contentes e agradeceram com muito carinho,  enviando fotos de desenhos e vídeos.
Ir. Giusi

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Obrigado Senhor

Comemorar 60 anos de vida religiosa é um dom de Deus, é olhar para frente com a fé que cada um tem no coração. Cada idade tem a sua beleza e gratidão para com o Criador. Por isso:

Obrigado Senhor pelo dom da vida e da vocação missionária.
Eu te louvo por tudo aquilo que pude realizar com a tua ajuda pelas crianças, jovens e adolescentes nos cursos profissionais.
Obrigado pelos pobres que me ajudaram dia após dia a me converter.
Obrigado pela Igreja que me enviou aqui no Brasil, onde vivi o amor para os últimos.
Agradeço-te pelas alegrias e pelos momentos difíceis, pelas pessoas que preparei para o sacramento e batizei.
Obrigado por ter tocado com a mão a Providência de Deus e Teu amor.
Agradeço a minha família e a Congregação das Irmãs Missionárias Combonianas.
Enfim....obrigado a São Daniel Comboni que com seu olhar e tocou profundamente o meu coração para viver entusiasmo a minha vocação Missionária.
 Irmã Rita Saccol

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CARTA DO PAPA FRANCISCO AOS JOVENS

Na carta, Francisco afirma que Jesus dirige seu olhar aos jovens convidando-os para caminhar com Ele. E questiona: “encontrastes este olhar? Ouvistes esta voz? Sentistes este impulso a pôr-vos a caminho?”
Caríssimos jovens!

É-me grato anunciar-vos que em outubro de 2018 se celebrará o Sínodo dos Bispos sobre o tema «Os jovens, a fé e o discernimento vocacional». Eu quis que vós estivésseis no centro da atenção, porque vos trago no coração. Exatamente hoje é apresentado o Documento preparatório, que confio também a vós como «bússola» ao longo deste caminho.

Vêm-me à mente as palavras que Deus dirigiu a Abraão: «Sai da tua terra, deixa a tua família e a casa do teu pai, e vai para a terra que Eu te mostrar!» (Gn 12, 1). Hoje estas palavras são dirigidas também a vós: são palavras de um Pai que vos convida a «sair» a fim de vos lançardes em direção de um futuro desconhecido, mas portador de realizações seguras, ao encontro do qual Ele mesmo vos acompanha. Convido-vos a ouvir a voz de Deus que ressoa nos vossos corações através do sopro do Espírito Santo.

Quando Deus disse a Abraão «Sai!», o que é que lhe queria dizer? Certamente, não para fugir dos seus, nem do mundo. O seu foi um convite forte, uma provocação, a fim de que deixasse tudo e partisse para uma nova terra. Qual é para nós hoje esta nova terra, a não ser uma sociedade mais justa e fraterna, à qual vós aspirais profundamente e que desejais construir até às periferias do mundo?

Mas hoje, infelizmente, o «Sai!» adquire inclusive um significado diferente. O da prevaricação, da injustiça e da guerra. Muitos de vós, jovens, estão submetidos à chantagem da violência e são forçados a fugir da sua terra natal. O seu clamor sobe até Deus, como aquele de Israel, escravo da opressão do Faraó (cf. Êx 2, 23).

Desejo recordar-vos também as palavras que certo dia Jesus dirigiu aos discípulos, que lhe perguntavam: «Rabi, onde moras?». Ele respondeu: «Vinde e vede!» (cf. Jo 1, 38-39). Jesus dirige o seu olhar também a vós, convidando-vos a caminhar com Ele. Caríssimos jovens, encontrastes este olhar? Ouvistes esta voz? Sentistes este impulso a pôr-vos a caminho? Estou convicto de que, não obstante a confusão e o atordoamento deem a impressão de reinar no mundo, este apelo continua a ressoar no vosso espírito para o abrir à alegria completa. Isto será possível na medida em que, inclusive através do acompanhamento de guias especializados, souberdes empreender um itinerário de discernimento para descobrir o projeto de Deus na vossa vida. Mesmo quando o vosso caminho estiver marcado pela precariedade e pela queda, Deus rico de misericórdia estende a sua mão para vos erguer.

Na inauguração da última Jornada Mundial da Juventude, em Cracóvia, perguntei-vos várias vezes: «As coisas podem mudar?». E juntos, vós gritastes um «Sim!» retumbante. Aquele brado nasce do vosso jovem coração, que não suporta a injustiça e não pode submeter-se à cultura do descartável, nem ceder à globalização da indiferença. Escutai aquele clamor que provém do vosso íntimo! Mesmo quando sentirdes, como o profeta Jeremias, a inexperiência da vossa jovem idade, Deus encoraja-vos a ir para onde Ele vos envia: «Não deves ter [...] porque Eu estarei contigo para te libertar» (cf. Jr 1, 8).

Um mundo melhor constrói-se também graças a vós, ao vosso desejo de mudança e à vossa generosidade. Não tenhais medo de ouvir o Espírito que vos sugere escolhas audazes, não hesiteis quando a consciência vos pedir que arrisqueis para seguir o Mestre. Também a Igreja deseja colocar-se à escuta da vossa voz, da vossa sensibilidade, da vossa fé; até das vossas dúvidas e das vossas críticas. Fazei ouvir o vosso grito, deixai-o ressoar nas comunidades e fazei-o chegar aos pastores. São Bento recomendava aos abades que, antes de cada decisão importante, consultassem também os jovens porque «muitas vezes é exatamente ao mais jovem que o Senhor revela a melhor solução» (Regra de São Bento III, 3).

Assim, inclusive através do caminho deste Sínodo, eu e os meus irmãos Bispos queremos, ainda mais, «contribuir para a vossa alegria» (2 Cor 1, 24). Confio-vos a Maria de Nazaré, uma jovem como vós, à qual Deus dirigiu o seu olhar amoroso, a fim de que vos tome pela mão e vos guie para a alegria de um «Eis-me!» pleno e generoso (cf. Lc 1, 38).

Com afeto paterno, FRANCISCO

Vaticano, 13 de janeiro de 2017.

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Assembleia Provincial das Irmãs Missionárias Combonianas em Vitoria -ES, de 8 a 15 de janeiro 2017












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Irmãs Combonianas celebram jubileu

Finalizada nossa Assembleia Provincial, que foi realizada dos dias 08 ao 15 de janeiro de 2017, tivemos a alegria de celebrar o jubileu de ouro da vida consagrada a Deus para a missão das irmãs Catarina Pratissoli  e  Paula Camata e o jubileu de diamante das irmãs  Rita Saccol e Ir. Silvia Piantoni. 
Durante a celebração eucarística elas fizeram memória da passagem de Deus no chamado missionário e em tantos acontecimentos marcantes da vida, aqui no Brasil e também no Moçambique. 


Ir. Rita e Ir. Silvia, de naturalidade italiana, estavam entre as primeiras irmãs combonianas que vieram para o Brasil, e doaram a própria vida aos mais pobres em várias comunidades do país: como queria Comboni, para “fazer causa comum”. Ir. Catarina e Ir. Paula, brasileiras, lembraram dos anos em missão no Moçambique, e sublinharam a centralidade da Palavra de Deus, que foi força e sustento em todos os momentos. 

O avental e o anel de tucum evocaram a atitude de serviço e a opção preferencial pelos mais pobres, a exemplo de Cristo, que veio “para servir e não para ser servido” (Mc 10,45)


Os sorrisos e a tonalidade da voz expressavam a alegria de uma vida doada para a missão, e a gratidão pela fidelidade de Deus que as acompanhou ao longo de todos estes anos.




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Ir. Geny Maria da Silva

Av. Satrunino Rangel Mauro, 310 - Bairro Jardim da Penha

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Fone: (27) 3227 – 0429

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